Eleições deixam deputados veteranos sem mandato e frustram candidaturas na região

Luiz Nishimori, Luísa Canziani e Marco Brasil, parlamentares estaduais da região, não conquistaram vagas; ex-prefeitos de Curitiba, Roberto Requião, Luciano Ducci e Beto Richa, também ficaram de fora da próxima legislatura

As eleições de 2026 provocaram mudanças na representação política do Paraná, com parlamentares experientes fora da próxima legislatura e candidatos conhecidos que não conseguiram conquistar uma cadeira no Legislativo.

No Norte e no Noroeste do estado, nomes ligados principalmente a Maringá e Londrina estão entre os que não obtiveram os votos necessários para assumir um novo mandato a partir de 2027.

Entre os deputados federais que não conseguiram renovar o mandato está Luiz Nishimori (PSD), de Maringá. Ele recebeu 63.347 votos e ficou como suplente. Luísa Canziani (União Brasil), de Londrina e filha do ex-deputado Alex Canziani, também não foi reeleita, apesar dos 80.485 votos recebidos.

Outro nome conhecido é Marco Brasil (PSD), que recebeu 41.461 votos na disputa para deputado federal. Natural de Dracena (SP), ele exerceu mandato na Câmara dos Deputados como suplente durante a atual legislatura, mas não conquistou uma vaga para o próximo período.

Na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Tercilio Turini (MDB), médico com trajetória política em Londrina, não conseguiu renovar o mandato. O mesmo ocorreu com Jairo Tamura (PL), também ligado à política londrinense. Já Dr. Batista (PL) e Evandro Araújo (PSD), ambos associados a Maringá e região, ficaram fora da próxima composição da Assembleia.

Outros nomes ligados a Maringá que não conquistaram uma vaga foram Edson Scabora (MDB), ex-vice-prefeito do município; Professora Ana Lúcia (PDT), vereadora de Maringá e natural de Mandaguari; Giselli Bianchini (PL), vereadora de Maringá; Homero Marchese (Novo), ex-deputado estadual; e Ricardo Maia (MDB), candidato a deputado federal. Embora tenham trajetórias distintas, nenhum deles garantiu uma cadeira na disputa de 2026.

Ex-prefeitos de Curitiba também ficam sem vaga

Entre os resultados de maior repercussão estadual estão as derrotas de três políticos que já comandaram a Prefeitura de Curitiba: Roberto Requião (PDT), Luciano Ducci (PSB) e Beto Richa (PSDB). Os três disputaram vagas na Câmara dos Deputados, mas não conseguiram se eleger.

Requião recebeu cerca de 80 mil votos. Ex-prefeito da capital, ex-governador do Paraná por três vezes e ex-senador por duas vezes, ele buscava retornar à Câmara Federal, mas não conquistou uma das 30 vagas destinadas ao estado.

Luciano Ducci, que foi prefeito de Curitiba entre 2010 e 2012 e exercia mandato de deputado federal desde 2015, obteve 60.932 votos, mas não conseguiu se reeleger. Já Beto Richa, ex-prefeito da capital e ex-governador, recebeu 58.946 votos e também não renovou o mandato federal.

No Paraná, a nova legislatura começa em fevereiro de 2027, quando os deputados federais e estaduais eleitos assumem seus respectivos mandatos.