Maringá pede reforço para rede privada na abertura de leitos de UTI

Os leitos de UTI para covid-19 em Maringá chegaram à situação crítica nesta semana.

Na rede privada a ocupação atingiu 100% nessa terça-feira (16). No Hospital Municipal, dos 25 leitos exclusivos para COVID-19, só há três vagos.

Em meio a isso, surge a informação de autoridades de saúde da cidade de que os pacientes internados com Covid estão precisando de atendimento por períodos mais longos.

Nesta quarta-feira (17), o vice-prefeito Edson Scabora reuniu dirigentes de hospitais privados e do HUM para pedir a abertura de mais vagas, não necessariamente para Covid.

O sistema público também é pressionado pelos pacientes com traumas ou outras doenças.

O prefeito Ulisses Maia participou de forma remota da reunião porque está em isolamento após ter tido contato com pessoas que testaram positivo para a covid.

O diretor clínico do Hospital Santa Rita, Antônio Carlos Nardi, diz que o hospital já trabalha no limite, mas fará um esforço para abrir vagas de UTI. “Nós estamos colaborando desde o início e, toda essa assistência ambulatorial e hospitalar, que vão desde leitos de UTI ou enfermarias, estão sendo ofertados pela nossa linha de frente, com capacitação e segurança plena de nossos, colaborando com o município naquilo que eles necessitarem. O que for possível, o Hospital Santa Rita estará à disposição”, explicou.

O mesmo disse o diretor administrativo da Santa Casa, José Pereira. “Nós iniciamos uma força-tarefa e ampliamos os leitos de Covid, seja de UTI ou leitos clínicos. Após esse encontro, faremos uma reunião interna para discutir as nossas possibilidades, mas já adianto que estamos bem tomados de nossas áreas para uma nova ampliação de leitos”, afirmou.

A superintendente do Hospital Universitário, Elisabete Kobayashi, disse que o HUM tem equipamentos, mas faltam servidores. “Em termos de equipamentos, nós ainda temos uma boa margem de segurança para conseguir abrir novos leitos. O que falei na reunião foi sobre o RH. Estamos com déficit de pessoal e dificuldade na contratação. Em relação à logística e infraestrutura, ainda conseguimos dar suporte”, explicou.

Enquanto os leitos nestes hospitais não surgem, o Hospital Municipal, que tem 25 leitos exclusivos para Covid, pode remanejar dez leitos de UTI geral para Covid, diz o secretário de Saúde Marcelo Puzzi.

“Nós temos 25 vagas de UTI exclusivos para Covid e 10 para UTI geral. Quando necessários, utilizamos esse leitos intercambeáveis para UTI Covid também. No momento, usaremos esses 10 leitos com exclusividade para covid”, declarou.

Na macrorregião noroeste a ocupação de leitos atingiu 97%, segundo o diretor da 15ª Regional de Saúde, Ederlei Alkamim.

Foi dito na reunião que no estado, de um modo geral, a taxa de ocupação de leitos de UTI está em 80%.