Crescimento urbano, geração de empregos, mobilidade, transporte público, saúde e segurança pública desafiam o planejamento do futuro de Mandaguari

Mobilidade urbana

O crescimento urbano de Mandaguari tem imposto novos desafios à mobilidade e ao transporte público. Com o aumento da frota de veículos e a expansão da cidade, a Prefeitura, por meio do setor de trânsito, tem intensificado o monitoramento de pontos críticos e avaliado mudanças para melhorar a circulação.

Segundo a responsável pelo setor de trânsito, Giovanna Marzola, o trabalho é contínuo e baseado na observação prática do dia a dia. “O trânsito está em constante mudança. A gente avalia cruzamentos, analisa o fluxo e busca soluções conforme a necessidade”, explica. Ela destaca que o crescimento da cidade trouxe impactos, especialmente em vias mais antigas, que hoje enfrentam aumento significativo no volume de veículos.

Entre os principais problemas identificados estão cruzamentos com pouca visibilidade e grande fluxo de pedestres, além de ruas estreitas que concentram estacionamento e circulação intensa. A região entre o cruzamento das ruas Renê Táccola e Rufino Maciel é um dos exemplos citados, onde medidas como alterações no tráfego e melhorias na sinalização são avaliadas.

A administração também estuda ações para reduzir a velocidade em áreas críticas, melhorar a sinalização e reorganizar o tráfego de veículos pesados, que ainda circulam em regiões urbanas. Outro foco é a acessibilidade, com planos para padronização de calçadas e adequações que garantam melhores condições para pedestres, especialmente pessoas com mobilidade reduzida.

No planejamento de longo prazo, a proposta é priorizar meios de transporte mais sustentáveis. “A ideia é pensar primeiro no pedestre, depois no ciclista, no transporte coletivo e, por último, no veículo individual”, afirma Giovanna. Entre as iniciativas em estudo estão a criação de ciclofaixas e a tentativa de integração entre trechos já existentes de ciclovias, respeitando limitações como a topografia da cidade.

Transporte público ainda enfrenta baixa adesão

Paralelamente aos desafios do trânsito, o transporte coletivo urbano também passa por avaliação. Atualmente operado pela empresa Boff Tur, o sistema conta com concessão válida até outubro de 2035.

Hoje, seis ônibus atendem o município em três linhas ativas, que percorrem diferentes regiões da cidade. Apesar disso, o serviço ainda é considerado pouco atrativo, o que reflete na baixa utilização por parte da população.

De acordo com informações levantadas, o tempo médio de uma viagem é de aproximadamente uma hora, o que muitas vezes desestimula o uso, especialmente quando comparado ao deslocamento por veículo próprio. Além disso, algumas regiões mais afastadas ainda enfrentam dificuldade de acesso às linhas, o que limita a abrangência do serviço.

Desafios e perspectivas

A Prefeitura reconhece que a melhoria do transporte coletivo passa não apenas pela ampliação de linhas, mas também pela reavaliação dos trajetos e da frequência. A demanda, segundo o setor, é um fator determinante para ajustes no sistema.

Enquanto isso, o crescimento da cidade continua pressionando a infraestrutura existente. A expectativa é que, nos próximos anos, as mudanças no trânsito e no transporte público avancem de forma gradual, acompanhando a expansão urbana e buscando equilibrar mobilidade, segurança e qualidade de vida para a população.