Do cultivo próprio ao reconhecimento: Viveiro Alonso fortalece a cafeicultura em Mandaguari

Em uma cidade reconhecida como a Capital do Café, histórias ligadas à terra e à produção agrícola ajudam a construir a identidade de Mandaguari. Entre elas, está a trajetória do Viveiro Alonso, que há mais de 16 anos atua na produção de mudas de café e se tornou referência para produtores de toda a região e até de outros estados.

O negócio, que hoje atende clientes em praticamente todo o Paraná e já realizou vendas para São Paulo, nasceu de forma simples e sem planejamento. “Nós começamos a fazer mudas para nós, aí começou a aparecer pedido. O vizinho vinha, o outro via e pedia também”, relembrou a sócia Laide Alonso de Godoy, sócia e irmã do dono do viveiro, Basílio Alonso. Com a crescente procura, a família decidiu formalizar a atividade. “Foi aí que decidimos legalizar o viveiro para poder vender”, explicou.

Desde então, o empreendimento não parou de crescer. Hoje, o viveiro trabalha exclusivamente com mudas de café, produzidas com técnicas que garantem qualidade e segurança ao produtor. Entre os principais produtos estão as mudas enxertadas e de pé franco, desenvolvidas em tubetes e recipientes específicos. “A enxertada a gente faz conforme o cliente pede. Ele escolhe a variedade”.

A produção segue critérios rigorosos, com acompanhamento técnico e análises laboratoriais obrigatórias antes da comercialização. “Todas as mudas passam por análise de nematoide. Só depois que o órgão libera e podemos vender”. O cuidado com a qualidade é um dos diferenciais que garantem a confiança dos clientes.

As sementes são trazidas de Minas Gerais e de Apucarana. Entre as variedades mais procuradas estão IPR 107, IPR 100 e Arara, amplamente utilizadas pelos produtores da região. Além do atendimento direto a agricultores, o viveiro também participa de licitações e já forneceu mudas para prefeituras, contribuindo com o fortalecimento da agricultura local.

A estrutura do Viveiro Alonso também impressiona. Com capacidade para cerca de 300 mil mudas, o espaço conta com estufas e áreas de cultivo que ultrapassam mil metros quadrados. A produção, no entanto, segue o ritmo da natureza. “O forte das vendas vai de setembro até março. Depende muito da chuva, com seca ou frio o produtor evita plantar”, explicou o empresário. Atualmente a média de vendas mensais do viveiro é de 30 à 40 mil mudas.

Outro diferencial é o atendimento próximo ao cliente. As mudas são comercializadas diretamente no viveiro, onde passam por classificação rigorosa antes da entrega. “A gente seleciona tudo. Se tiver alguma fraca, a gente retira. Sai tudo padrão”, garantiu.

Mais do que vender mudas, o Viveiro Alonso também orienta os produtores. Com apoio de engenheiros agrônomos, a equipe oferece informações sobre manejo, defensivos e cuidados necessários para o bom desenvolvimento das lavouras. “Qualquer dúvida, a gente busca informação e repassa. É uma troca constante com o produtor”.

Ao longo dos anos, o viveiro se consolidou como um importante elo na cadeia produtiva do café em Mandaguari, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico do município e da região. Uma história que começou de forma despretensiosa, mas que hoje carrega tradição, conhecimento e compromisso com a qualidade, valores que refletem a força do campo e o espírito empreendedor da cidade.