Operário-PR oficializa racha na FFU e aciona Cade para garantir recompra de direitos
O racha dentro da Futebol Forte União (FFU), bloco que negocia os direitos de transmissão e de arena de 33 clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, foi oficializado no procedimento em trâmite no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que analisa a governança da nova liga.
O Operário-PR, equipe da segunda divisão, protocolou uma petição no órgão nesta semana solicitando representação jurídica autônoma no processo, evidenciado um racha que pode resultar na debandada de outros clubes.
Em junho, o clube do Paraná, integrante da FFU, formalizou um pedido de recompra dos seus direitos econômicos cedidos à Sports Media Entertainment, um dos investidores. O Operário notificou a empresa e o Condomínio Forte União (CFU), que representa a FFU, mas não obteve resposta. A equipe se comprometeu a devolver os valores investidos.
No início do ano, 18 clubes da Série B assinaram um manifesto com críticas à governança da FFU, alegando falta de transparência, desvalorização das cotas e falta de previsibilidade orçamentária. Havia ainda, na discussão, um conflito de interesses sobre as participações societárias, já que a Livemode, também parte da estrutura da FFU, é a dona da CazéTV, responsável por comprar parte dos mesmos direitos de transmissão.
Decisão liminar do Cade, no final de junho, impede a FFU de restringir a saída de clubes que façam parte da liga – que nada mais é que uma organização de afiliados para negociar os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A medida é fruto de uma ação do CSA, que argumenta que o contrato com a Sports Media cria obstáculos às equipes que querem migrar para ligas concorrentes.
Diante da insatisfação dos clubes, inclusive de muitos da Série A que manifestaram insatisfação com a governança da FFU, o condomínio convocou uma reunião com os 33 integrantes para esta quinta-feira (9), em São Paulo.
