Simepar confirma tornado F2 em Maringá com ventos que podem chegar a 253 km/h

Fenômeno atingiu a cidade na madrugada de segunda-feira (2), percorreu aproximadamente 15 quilômetros e provocou destruição em diferentes regiões do município

O temporal que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2) foi provocado pela passagem de um tornado de categoria F2, conforme confirmação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), divulgada na noite de terça-feira (3).

De acordo com a avaliação dos meteorologistas, o fenômeno apresentou ventos estimados entre 180 km/h e 253 km/h. A trajetória identificada percorreu aproximadamente 15 quilômetros, com início na região sudoeste da cidade.

A classificação foi realizada a partir de análises de imagens de radar e satélite, dados de estações meteorológicas e levantamentos em campo, incluindo registros feitos com drones e imagens aéreas.

Entre as evidências encontradas pelos especialistas estão telhas arremessadas a mais de 1,3 quilômetro de distância e folhas de zinco lançadas a mais de 300 metros. Também foram identificadas estruturas metálicas retorcidas, copas de árvores arrancadas e danos em construções.

O que significa um tornado F2?

A categoria F2 faz parte da Escala Fujita, utilizada para classificar a intensidade dos tornados conforme os danos provocados e a estimativa da velocidade dos ventos.

A escala tradicional vai de F0 a F5. Na categoria F2, os ventos são estimados entre 180 km/h e 253 km/h, intensidade capaz de provocar destelhamentos, derrubar árvores de grande porte, danificar construções e lançar objetos a grandes distâncias.

A classificação não depende exclusivamente das medições realizadas por estações meteorológicas. Os especialistas analisam principalmente os rastros de destruição, considerando a distribuição dos danos, as estruturas atingidas e os sinais de rotação dos ventos.

Destruição em Maringá

A passagem do tornado provocou estragos em diferentes regiões do município. Entre os danos registrados estão centenas de árvores caídas, imóveis destelhados, estruturas comerciais danificadas, veículos atingidos e postes derrubados.

O fornecimento de energia elétrica também foi afetado, exigindo a mobilização de equipes da Copel para reconstrução de trechos da rede e substituição de estruturas danificadas.

A dimensão dos prejuízos levou a Prefeitura de Maringá a decretar situação de calamidade pública. Mais de mil pessoas foram mobilizadas nas ações de recuperação, envolvendo servidores municipais, equipes de emergência, concessionárias e voluntários.

A confirmação do Simepar permite dimensionar a intensidade do fenômeno meteorológico que atingiu a cidade e ajuda a explicar a extensão dos danos registrados.