Tarifas do transporte metropolitano têm novo reajuste e usuários reclamam da falta de aviso prévio
Passagens entre Mandaguari, Maringá e Apucarana ficaram mais caras nesta segunda-feira (15); aumento segue reajuste autorizado pela Agepar
Os usuários do transporte metropolitano que utilizam as linhas entre Mandaguari, Maringá e Apucarana começaram a semana enfrentando mais um aumento nas tarifas. Os novos valores passaram a valer nesta segunda-feira (15), elevando a passagem de Mandaguari para Apucarana para R$ 7,10 e a tarifa entre Mandaguari e Maringá de R$ 6,85 para R$ 7,20.
O reajuste representa o terceiro aumento registrado nas linhas metropolitanas ao longo de 2026 e gerou reclamações entre os passageiros que dependem diariamente do serviço para trabalhar, estudar e se deslocar entre os municípios da região.
Além do impacto no orçamento, a principal queixa dos usuários foi a falta de comunicação prévia sobre a mudança. Segundo relatos recebidos pela reportagem, muitos passageiros embarcaram nas primeiras viagens da manhã sem conhecimento dos novos valores e foram surpreendidos apenas no momento do pagamento da passagem.
De acordo com os relatos, nem mesmo alguns funcionários da empresa responsável pela operação das linhas teriam sido informados antecipadamente sobre a alteração tarifária, o que causou dúvidas e transtornos durante o atendimento aos passageiros.
O reajuste ocorre após aprovação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar). Em deliberação publicada no último dia 10 de junho, o órgão autorizou o reajuste anual das tarifas do transporte rodoviário de longa distância e do transporte metropolitano do interior do Estado.
Para o transporte metropolitano, o índice autorizado foi de 5,14%, calculado com base em metodologia definida pela própria agência e considerando, entre outros fatores, a variação recente do preço do diesel. Os novos valores passaram a vigorar após a publicação da Resolução nº 38 da Agepar no Diário Oficial.
Enquanto o reajuste segue critérios regulatórios definidos pelo órgão estadual, passageiros cobram maior transparência e comunicação antecipada sobre mudanças que afetam diretamente o orçamento de milhares de trabalhadores que utilizam diariamente o transporte coletivo regional.
