NOTAS DA SEMANA
Coluna do dia 23 de outubro de 2026
Segurança
Após muitos anos de promessa e um processo seletivo conturbado, que chegou a ser interrompido a pedido do Ministério Público para sanar irregularidades, finalmente a Guarda Municipal de Mandaguari está se tornando realidade.
Formatura
Na última quarta-feira, ocorreu em Londrina a cerimônia conjunta de formatura dos agentes que atuarão nas corporações daquela cidade e também nas dos municípios de Mandaguari e Assaí.
Baixa
E antes mesmo de entrar em operação, a Guarda local já sofreu sua primeira baixa. Um dos aprovados no concurso não teria conseguido concluir o processo de formação. Com isso, em vez de 20 agentes, a corporação contará com apenas 19 profissionais, além do comandante e de uma equipe administrativa que deverá ser designada pela Prefeitura.
Igreja
Um detalhe que chamou a atenção foi que, apesar de se tratar de um evento oficial relacionado aos órgãos governamentais das três cidades envolvidas, o local escolhido para a solenidade de formatura foi uma igreja evangélica.
Desagravo
O ato de desagravo promovido pela OAB em favor dos advogados Laura Simões e Ezequiel Anderson Junior reuniu cerca de 30 profissionais do Direito em frente à Câmara de Mandaguari. A ação foi um protesto da categoria contra atos cometidos por integrantes da Mesa Executiva, que violaram as prerrogativas advocatícias dos dois profissionais.
Processos
Só nesta semana, a Prefeitura de Mandaguari abriu sete processos administrativos disciplinares para apurar possíveis irregularidades cometidas por servidores municipais durante o exercício de suas funções.
Ferrovia
Na última segunda-feira, o vereador Wanderley Lukachewisk Junior pediu o envio de ofícios aos 54 deputados estaduais eleitos para a próxima Legislatura, solicitando o apoio dos parlamentares para que o novo contrato de concessão da malha ferroviária preveja a construção de viadutos ou trincheiras nos cruzamentos da linha férrea com as ruas de Mandaguari.
Atitude
Pode até ser que a iniciativa não surta o efeito desejado, mas a atitude do vereador é digna de elogios. O momento de pedir, fazer manifestações e, se for o caso, brigar é agora.
Rodovia
Era exatamente isso que deveria ter sido feito para reivindicar isenção ou descontos na tarifa do pedágio. Infelizmente, quando os governos estadual e federal preparavam os leilões das rodovias, as autoridades locais não moveram uma palha para que as reivindicações da população fossem atendidas. E não foi por falta de aviso. Esta coluna passou quatro anos batendo nessa tecla, mas fomos totalmente ignorados.
Resultado
Passados quase seis meses desde o início da cobrança do pedágio, ainda tem gente que mora nas imediações do pórtico de cobrança que não conseguiu a isenção junto à concessionária EPR e, literalmente, está sendo obrigada a pagar para sair de casa.
Mais dinheiro
Tramita na Câmara de Mandaguari (mais) um projeto para autorizar o município a realizar transferência financeira à Fafiman. A previsão é repassar R$ 466 mil, em três parcelas, para que a instituição possa honrar compromissos como o pagamento de professores e funcionários, encargos trabalhistas, fornecedores, energia elétrica, segurança, serviços de limpeza e o parcelamento de dívidas com o INSS. Só neste ano, a faculdade já recebeu mais de R$ 1,3 milhão da Prefeitura para custear suas despesas.
À distância
Um projeto de resolução elaborado pela Mesa Diretora da Câmara de Mandaguari prevê alterar o regimento interno e permitir que os vereadores participem das sessões e votações de forma remota. Para isso, o projeto estabelece uma série de critérios e regras que deverão ser cumpridos pelos parlamentares.
Importada
O primeiro nome anunciado pelo governador eleito, Sergio Moro, para compor o seu secretariado é importado. A partir de janeiro, a Secretaria da Fazenda do Paraná será comandada pela economista Priscilla Maria Santana, que atualmente ocupa esse mesmo cargo no Rio Grande do Sul. A futura secretária tem um currículo considerado excelente pelos especialistas, mas a pergunta que fica é: será que no Paraná não tem ninguém competente o bastante para ocupar esse cargo?
Xenofobia
E o deputado estadual eleito pelo Paraná com a maior votação nas eleições deste ano deu um show de xenofobia e desconhecimento da diversidade que existe na população que irá representar a partir de 2027.
Isolamento
Esta semana, durante passagem por Maringá, ele declarou em entrevista ao site Maringá Post que “a gente não pode deixar que outras culturas entrem e dominem o nosso estado, sendo que nos estados onde elas dominam, são muito ruins comparado ao nosso estado”.
Superioridade
A declaração dá a entender que, na visão do futuro parlamentar, temos uma “cultura superior” à das demais regiões do Brasil e que as influências de moradores de outros estados podem prejudicar o Paraná.
Pluralidade
Assim como ocorre com o Brasil, o Paraná não possui uma cultura única. A colonização do estado não se deu de maneira uniforme e cada região se formou a partir da presença de diferentes povos e culturas.
Litoral
No litoral, os hábitos e costumes da chamada cultura caiçara combinam elementos herdados dos povos indígenas, dos portugueses e dos africanos escravizados.
Capital
Curitiba e Região Metropolitana possuem forte influência de povos europeus, como portugueses, espanhóis, poloneses, italianos, alemães e ucranianos.
Tropeiros
Nos Campos Gerais e no Centro-Sul, predominam as influências dos portugueses, dos tropeiros vindos do Rio Grande do Sul e dos imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e holandeses.
São Paulo e Minas
No Norte e no Noroeste, o estilo de vida da população se assemelha muito ao dos moradores do interior paulista e de Minas Gerais. Além disso, a forte presença de imigrantes japoneses, italianos e portugueses também ajudou a moldar o perfil do povo que vive na região.
Oeste e Sudoeste
No Oeste e no Sudoeste, predominam as influências de gaúchos e catarinenses, que tiveram um papel importante na colonização dessa parte do estado. Além disso, a proximidade com a fronteira fez com que elementos das culturas paraguaia e argentina também fossem assimilados pela população. Isso sem falar nas marcas que a região carrega na economia, na culinária, na religião e na arquitetura por abrigar a segunda maior comunidade árabe do Brasil.
Se liga
Antes de assumir o cargo, seria bom o futuro deputado estudar um pouquinho a história do Paraná para não sair por aí falando (e nem fazendo) besteira.
Edição concluída às 13h40 do dia 23/10/2026.
