Notas da Semana
NOTAS DA SEMANA
Coluna do dia 06 de março de 2026
Pedágio
Para não dizer que deixamos de falar sobre o pedágio na edição de hoje, esta semana foi realizada uma audiência na Assembleia Legislativa para tratar de diversos temas relacionados à volta da cobrança.
Ausentes
Entre os participantes estavam deputados, prefeitos das cidades impactadas e representantes das concessionárias. Mas durante o evento foram notadas duas ausências importantes: a do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, e a de representantes do DER.
Será?
E ainda sobre pedágio, a forma como a concessionária EPR pintou as faixas na rodovia próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal levanta a suspeita de que pretendem fechar o retorno naquele ponto para quem vem no sentido Mandaguari. Se isso realmente acontecer, a estrada Terra Roxa só poderá ser acessada por quem segue no sentido Marialva, impossibilitando que a via seja usada como rota alternativa para evitar o pagamento do pedágio.
Confortável
Apesar da frequência e do nível das críticas que vêm recebendo dos vereadores estarem aumentando, a situação da prefeita Ivonéia junto ao Legislativo ainda é muito confortável. Os projetos do Executivo tramitam rapidamente na Casa de Leis, sempre que solicitado os edis realizam votações em regime de urgência e não se tem notícia de nenhuma matéria que tenha sido rejeitada durante a votação.
Conteúdos
Também é comum, quando o assunto interessa ao Executivo, vereadores participarem da gravação de conteúdos para as redes sociais da prefeita.
Reciprocidade
Apesar disso, o tratamento dispensado pela chefe do Executivo aos vereadores não está sendo recíproco. Nas últimas sessões o descontentamento da edilidade tem ficado cada vez mais explícito.
Regimento
Na opinião de um experiente analista político local, a situação só vai mudar quando os vereadores começarem a usar os mecanismos previstos no regimento interno para se imporem e exigirem o devido respeito.
Pode travar
Quem conhece o funcionamento do Legislativo Municipal sabe que, se quiser, a Câmara consegue “travar” a administração. Não são raros os casos de prefeitos que, por não terem um bom entendimento com a Câmara, enfrentam dificuldades para aprovar as matérias do seu interesse. São projetos que ficam engavetados por semanas antes de serem colocados em pauta, comissões permanentes que pedem inúmeras informações antes de emitir pareceres e pedidos de vistas quando as matérias entram em pauta. Essas práticas regimentais podem estender a tramitação de um projeto por longos períodos.
Aprovou
E falando em Câmara, os vereadores seguiram o parecer prévio do Tribunal de Contas e aprovaram, por unanimidade, as contas da prefeita Ivonéia referentes ao exercício de 2024.
Divisa
Adormecida por mais de 25 anos, a discussão sobre a localização correta da divisa entre Mandaguari e Marialva dá indícios de que deve ser retomada. No início da década de 1990, após uma atualização geográfica feita pelo Governo Estadual, foi constatado que, diferente do que se imaginava, a divisa não era no rio que cruza a BR-376 no final da baixada após a praça de pedágio, e sim nas proximidades do pontilhão da ferrovia.
Arrecadação
Na época, a Prefeitura chegou a ser consultada a respeito e não contestou o resultado do mapeamento. Nos anos seguintes, a coisa caiu no esquecimento, até que, de olho na arrecadação gerada pela praça de pedágio, a Prefeitura de Marialva passou a requerer a titularidade daquela área.
Acordo
O caso chegou inclusive a ser judicializado, mas depois de alguns embates, os dois municípios chegaram a um acordo para dividir os valores arrecadados e ninguém mais tocou no assunto.
Ressuscitou
Agora, produtores rurais daquela região constataram que, no Cadastro Ambiental Rural, suas propriedades passaram a constar como pertencentes ao município de Marialva. O caso foi tema de um requerimento apresentado por Wanderley Lukachewski Júnior, no qual ele pede esclarecimentos à administração se essa mudança foi formalizada e se houve algum comunicado oficial ao município sobre a alteração.
Concurso
Já passou da hora da Prefeitura de Mandaguari realizar um concurso público. Nos últimos anos, a atual gestão tem usado e abusado das contratações via Processo Seletivo Simplificado, o famoso PSS. Nesse sistema, a contratação dos servidores é feita por período determinado.
Regra
Pela lei, esse tipo de processo deve ser adotado apenas em situações emergenciais, até que se realize um concurso, mas aqui o que era para ser exceção se tornou regra. Neste momento, o município está com pelo menos três desses processos em andamento para contratar coveiro, pintor, vigia, jardineiro, pedreiro, borracheiro, lavador de veículos, facilitadores de oficina e médico clínico geral plantonista.
Outros
Mas, desde o começo do ano passado, foram feitos diversos outros PSS para contratação de psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, dentista, enfermeiro, técnico de enfermagem, médico veterinário, dentista, farmacêutico, motorista, professor, professor de atendimento especializado, monitor do ensino integral, auxiliar educacional, educador infantil, instrutor de cultura e arte, instrutor de musicalização, instrutor de informática, tradutor e intérprete de libras, auxiliar administrativo, auxiliar de serviços gerais, orientador social, assistente social, operador de máquina, facilitadores de oficinas e técnico desportivo.
Prejuízos
O grande problema das contratações por PSS é que elas acabam gerando uma grande rotatividade de profissionais, o que em alguns casos causa prejuízos à população que é atendida por eles.
Telões
A Prefeitura de Mandaguari abriu licitação para locação de painéis de LED para exibir imagens durante os eventos promovidos pela administração. O município está disposto a pagar até R$ 5.735,80 por cada locação de painel com 18 m².
Haja evento
Mas o que chama a atenção é a quantidade de locações previstas. De acordo com o edital que foi publicado hoje, a ideia é contar com esse equipamento em até 81 eventos. Dessa forma, o valor que será licitado pode chegar a R$ 464 mil.
Empregos
Depois de fechar o ano com saldo de empregos negativo, Mandaguari reverteu o curso e registrou mais contratações do que demissões no mês de janeiro. É o que apontou o relatório do CAGED, divulgado esta semana.
Saldo
O levantamento mostra que no primeiro mês do ano Mandaguari contabilizou 551 contratações, contra 519 demissões, um saldo positivo de 32 vagas. A cidade foi a 75ª do estado no ranking de geração de empregos e ficou em quinto lugar entre os municípios que fazem parte da Amusep, ficando atrás de Santa Fé, Mandaguaçu, Sarandi e Maringá.
Edição concluída às 12 horas do dia 06/03/2026.
