Região

Vereador preso é reeleito em Alvorada do Sul

Diogo Canata, do PL, é suspeito de chefiar uma organização criminosa segundo a polícia. Defesa diz que ele é inocente até que se prove o contrário e que, sem condenação, ele tem direito a concorrer e exercer um cargo público.

Um vereador de Alvorada do Sul, no norte do Paraná, que está preso desde julho suspeito de chefiar uma organização criminosa foi reeleito. Diogo Michel Canata, que concorreu pelo PL, foi preso pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) após uma operação contra o tráfico de drogas no dia 08 de julho.

Na operação, os policiais encontraram casa do vereador cerca de 30 quilos de crack, além de duas armas e quatro veículos. Outros oito suspeitos foram presos, inclusive o irmão de Diogo. O advogado Jorge Luis Rosa de Melo, que defende Diogo, disse que o cliente é inocente até que se prove o contrário e que, sem condenação, o direito de concorrer e exercer um cargo público não pode ser revogado. Ele está afastado do mandato atual desde então. Por decisão do Tribunal de Contas do estado (TCE-PR), Diogo também teve o salário de R$ 4.897,34 suspenso. A operação que prendeu Diogo Michel Canata ocorreu em cinco cidades do norte paranaense: Alvorada do Sul, Londrina, Iguaraçu, Maringá e Rolândia. Deflagrada pela Denarc, foram cumpridos nove mandados de prisão - uma pessoa foi presa em flagrante - e 30 ordens de busca e apreensão.

Apesar de estar na cadeia, o candidato teve autorização da Justiça Eleitoral para concorrer às eleições municipais deste ano. Ele foi o quarto vereador mais votado da cidade, com 251 votos. O resultado do pleito deste ano foi parecido com o de 2016, quando o candidato recebeu 277 votos e também foi o quarto mais votado. Alvorada do Sul tem 11.503 habitantes, com 9 vereadores na Câmara Municipal. 

No mandato atual, a cadeira do vereador está vazia e deve ser preenchida na próxima segunda-feira após o fim do prazo de 120 dias para convocação. De acordo com o regimento, o suplente Anderson Borges, do PR, deve assumir a função até o fim deste ano. Para a próxima legislatura, que inicia em 01º de janeiro, Diogo terá 15 dias para assumir o cargo. 

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) explicou que a suspensão dos direitos políticos se dá nos casos de condenação criminal em que não cabe mais recurso. Como o processo contra o vereador ainda está em andamento, não há condenação criminal contra Diogo e dessa forma, segundo o MP-PR, não há impeditivos para a candidatura e nem providências a serem tomadas em relação à posse como vereador.