Região

UPA Zona Sul de Maringá terá mais dez leitos de UTI contra covid

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Sul de Maringá vai ganhar mais dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Cinco serão abertos esta semana.

No sábado (20) a Secretaria de Saúde de Maringá recebeu equipamentos do Governo do Paraná.

Mas, ao mesmo tempo, a situação dos hospitais privados se agravou. No fim de semana, os hospitais comunicaram o esgotamento dos leitos de UTI.

No sábado, 19, à noite o Hospital São Marcos publicou um comunicado alarmante: naquele momento o hospital atingia o limite máximo de ocupação nos setores de internação e na UTI, sem condições de novas internações clínicas. 

Também no sábado, o Hospital Maringá comunicava que em função do aumento expressivo de casos de covid-19, a equipe atendia no limite, com tempo de espera no Pronto Atendimento maior do que o habitual e com possibilidade de transferência para outros serviços de saúde.

No domingo, 20, foi a vez do Hospital Paraná comunicar que estava trabalhando no limite e com vagas de internação e UTI para sintomas respiratórios em níveis críticos.

Na rede pública, chegou uma boa notícia: no sábado, o Governo do Estado repassou à Prefeitura de Maringá sete respiradores e 10 monitores cardíacos.

Com estes equipamentos será possível abrir dez leitos de UTI na UPA Zona Sul, que desde dezembro está atendendo exclusivamente casos de covid-19.

O secretário de Saúde, Marcelo Puzzi, disse que cinco leitos serão abertos ainda esta semana na UPA Zona Sul. “Na outra semana serão mais cinco leitos, de acordo com a demanda e a necessidade, isso pode ser antecipado. Esse números de leitos aumenta junto com outras cidades ao nosso redor, fazendo com que as nossas demandas de leito do SUS para pacientes [com] covid sejam mais abrangentes”, explica Puzzi.

O secretário ainda relembra a população sobre as cautelas que ainda devem ser adotadas. “As medidas de segurança, distanciamento, higiene pessoal, elas devem ser respeitadas. A gente está vivendo um momento difícil e único. Não podemos relaxar. Acho que esse é o principal motivo, não adianta a gente aumentar leitos de UTI, não adianta a gente criar novas oportunidades para que esses pacientes sejam internados em enfermarias se a população não tiver a consciência”, alerta.

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