Mandaguari

GM ganha força e pode ser implantada em breve

Tema será debatido pela comunidade e pode ser votado na Câmara, caso município acate a proposta

Assunto muito debatido na comunidade e pedido recorrente de uma parcela considerável da população, a possível implantação de uma Guarda Municipal ganhou força em Mandaguari nas últimas semanas. O projeto ainda depende de uma série de fatores, mas a sua execução ganha força e deve ser discutida tanto entre os poderes constituídos, quanto com parcela representativa da população.

Nas próximas semanas, deve ser solicitado um encontro aberto à comunidade, envolvendo clubes de serviço, conselhos de segurança, poder judiciário, ministério público, vereadores e gestão municipal para que as conversas avancem e o projeto saia do papel.

Antes disso, um estudo de viabilidade, inclusive legal e econômica, está em andamento para ser discutido junto a tais órgãos. Caso a ideia avance, o município teria que realizar concurso público para contratação e treinamento dos profissionais que atuariam na GM.

Região

Membros de um dos conselhos de segurança de Mandaguari estiveram recentemente conhecendo as estruturas de guardas nas cidades de Arapongas e Sarandi e saíram animados das visitas.

Procurada para ser ouvida sobre o tema, a juíza cível do município, Iza Bertola Mazzo, aprovou a ideia e se tornou uma entusiasta do projeto. “Sou apenas um membro desta comunidade, e acho que todos devem ser ouvidos”, respondeu à reportagem quando abordada sobre o assunto.

No início deste ano, a magistrada se envolveu pessoalmente no projeto Cocarinho, e com os recursos doados por empresários, adquiriu uma viatura zero quilômetro para a Polícia Militar, que será colocada em uso nas próximas semanas.

De Arapongas, a sinalização é ainda maior. Caso implante a Guarda Municipal, o compromisso é de treinamento para os profissionais, e até doação de boa parte dos equipamentos que serão utilizados inicialmente, incluindo armas, em cooperação entre os dois municípios.

Impacto

Ouvido sobre o tema, o prefeito Romualdo Batista (PDT) solicitou estudo de viabilidade para o projeto. Juridicamente, uma série de medidas precisa ser adotada para a GM funcionar.

Questionado pela reportagem, Batistão disse que naquilo que depender dele, o projeto vai adiante, mas que quer o envolvimento na comunidade na decisão. “Não depende somente de mim, e a cidade deve ser chamada para debater algo que é tão importante para todos nós”, argumentou.

Legalmente, o município precisaria criar os cargos que serão preenchidos, algo em torno de 15 profissionais vinculados a uma das secretarias municipais, e abrir concurso público para tais contratações.

Todo esse trâmite necessita também ser aprovado pela Câmara Municipal, e vencida essa etapa, haverá a necessidade de treinamento dos profissionais. Estima-se que o custo seria em torno de R$ 80 mil mensais aos cofres públicos.

Polícia

A possível implantação da Guarda aliviaria a própria Polícia Militar, de acordo com fontes ouvidas pelo Jornal Agora, já que a PM é responsável atualmente pelo trânsito local, algo que seria destinado à GM.

“Sou adepto da ideia e penso que a cidade ganha caso isso ocorra”, opinou o advogado Márcio Aleixo de Oliveira, ex-presidente do Conseg e entusiasta da ideia.

Economicamente, o município trabalha com a possibilidade, caso a ideia prospere, de incluir tal previsão no orçamento de 2020 no “lugar” dos precatórios trabalhistas, em fase final de pagamento.

Atualmente, a Prefeitura gasta R$ 120 mil por mês com esses compromissos, que serão finalizados nos próximos meses, sem que haja novas ações em andamento contra a Prefeitura Municipal.

Um encontro deve ser realizado nas próximas semanas no Fórum local, abrindo a discussão para a comunidade. Se a resposta for positiva, há a possibilidade de discussão legislativa dentro ainda do ano de 2019, e implantação no começo do próximo ano.

“Temos pessoas muito boas nessa comunidade, e percebi isso quando viabilizamos a viatura. Penso que elas devem se envolver nas decisões e esta é uma decisão que pertence a todos, e não a um grupo restrito”, finalizou Iza Mazzo.