Região

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Maringá

Operação “Falso Negativo” apura esquema criminoso em compras de testes rápidos de coronavírus. Suspeita é que material de baixa qualidade que pode dar falso resultado negativo tenha sido adquirido com superfaturamento
(Foto: Ilustrativa)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Paraná (Gaeco) cumpre, nesta quinta-feira (2), nove mandados de busca e apreensão em Maringá, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e na capital paranaense. Os policiais fazem parte da operação “Falso Negativo”, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e que atua em sete estados (GO, RJ, SP, PR, SC, BA e ES), além da própria capital federal.

Os mandados no Paraná foram cumpridos em três empresas e nas casas de seus sócios, investigados por formação de cartel, fraudes a licitações, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa e passiva em contratos com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal para comercialização de testes rápidos de sangue para detecção do coronavírus. 

A operação, que foi denominada "Falso Negativo", começou após investigação do Ministério Público do DF e tem apoio da Polícia Civil no DF e nos demais estados. A operação cumpre 74 mandados de busca e apreensão em mais de 20 cidades.

Segundo investigadores, servidores da Secretaria de Saúde do DF se organizaram para fraudar licitações e para comprar testes rápido, do tipo IgG/IgM, com preços superfaturados.

Ainda segundo a investigação, houve troca de marcas de testes por outras de qualidade inferior, o que contribui para o resultado falso negativo.