Paraná

Contrários a mudanças na previdência, servidores invadem Assembleia Legislativa do Paraná

Servidores ocuparam as galerias da Alep pedindo a retirada da PEC que aumenta a alíquota de contribuição dos funcionários públicos e estabelece idade mínima para aposentadoria.
Servidores ocupam as galerias da Alep, nesta terça-feira (3) (Foto: Reprodução/G1)

Servidores do estado do Paraná furaram o bloqueio dos seguranças e invadiram a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta terça-feira (3). Eles são contrários a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo Governo do Estado que altera a previdência do funcionalismo público estadual.

De acordo com o Fórum das Entidades Sindicais (FES), a Polícia Militar usou spray de pimenta e cassetetes para conter a entrada dos servidores.

A porta de entrada da Alep foi quebrada durante o tumulto.

Os servidores ocuparam as galerias para pedir que o Poder Executivo retire a PEC apresentada na Alep.

Nesta terça-feira, encerra-se o prazo para que os deputados apresentem propostas de emenda à PEC. Por causa da invasão, o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), suspendeu a sessão plenária.

Após a sessão plenária, está marcada uma sessão extraordinária da Comissão Especial que analisa a proposta, quando será feito o relatório da proposta que deve ser analisada nos próximos dias em plenário.

Alteração na previdência

No dia 18 de novembro, o governo enviou um pacote com três projetos, incluindo uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para alteração na previdência dos servidores.

O projeto prevê o aumento da alíquota na contribuição dos servidores, de 11% para 14%, além do estabelecimento de idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres se aposentarem.

O governo estadual disse que a emenda altera os artigos 35 e 129 da Constituição do Estado, e que a medida, replica o texto da PEC aprovada no Congresso Nacional, obedecendo regras gerais da reforma da previdência.

O Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) disse que a categoria sofre com salário defasado e que o aumento na alíquota acarretaria na redução do poder de compra salarial.