Cotidiano

Cadastro para compra de imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida vira caso de polícia

Construtora nega que tenha ocorrido golpe e afirma que situação não passou de mal-entendido

O que deveria ser um cadastramento para compra de imóveis através do programa Minha Casa, Minha Vida virou caso de polícia no último sábado (9) em Mandaguari. Houve até quem falasse em golpe, mas a construtora envolvida na situação afirma que tudo não passou de um grande mal-entendido.

Na última semana, a construtora LBX, que tem sede em Maringá, anunciou que realizaria um cadastramento exclusivo para o Minha Casa, Minha Vida, no ginásio de esportes “Xanduzão”. O cadastramento seria para aquisição de apartamentos do empreendimento “Terra de Santa Cruz”, que está sendo construído pela LBX no Jardim Novo Horizonte.

No entanto, alguns moradores confundiram o Minha Casa, Minha Vida com cadastro para entrega de casas populares – que geralmente é feito pela Cohapar em parceria com o município. Acreditando terem caído em um golpe, algumas pessoas entraram em contato com a Polícia Militar, e um funcionário da construtora foi levado à 55ª Delegacia de Polícia Civil de Mandaguari para esclarecer o ocorrido.

Procurada pela reportagem, a LBX nega que tenha ocorrido golpe. A construtora lamenta o ocorrido e afirma que em nenhum momento utilizou os termos “Cohapar”, “Prefeitura” ou “Casas Populares” no material publicitário relacionado ao cadastramento. Informa ainda que as peças de divulgação traziam o logo do Minha Casa, Minha Vida, que é amplamente conhecido por ser programa de financiamento habitacional.

A LBX diz ainda que os moradores que efetuaram o cadastramento não tem com o que se preocupar, e os selecionados para participarem do programa serão contatados nos próximos dias.

Boletim

Em boletim de ocorrências, a Polícia Militar informa que quem acionou a corporação foi Alex Domingues. Segundo o morador, Gustavo Lemos Mori Ubaldini, que é funcionário da construtora, teria dito que o evento era realizado em parceria com a Prefeitura de Mandaguari e também com a Cohapar. A PM fez contato com o secretário de Desenvolvimento, Paulo Conte, que negou a existência da parceria, e por isso o funcionário da empresa foi levado à delegacia para esclarecer a divergência nas informações. 

Ao PortalAgora.com, Domingues relatou que possui áudios comprovando a fala do funcionário da construtora e também do secretário de Desenvolvimento, que desmentiu a existência de parceria. Disse ainda que a empreiteira agiu de má-fé ao não deixar claro em suas peças publicitárias que o cadastro era para compra de apartamentos do residencial em construção na cidade.