Violência contra mulher em Mandaguari: Conselho emite nota de repúdio e convoca sociedade à mobilização
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Mandaguari (CMDM) divulgou uma nota pública de repúdio nesta semana diante de um caso de extrema violência ocorrido no último dia 17 de julho. Na ocasião, uma mulher foi brutalmente agredida e mantida em cárcere privado pelo próprio companheiro. A vítima foi localizada pela Polícia Militar com múltiplas lesões corporais e relatou as agressões sofridas. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado à 55ª Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.
Na nota, o CMDM condena com veemência o episódio e reforça que nenhuma forma de violência contra a mulher pode ser tolerada, seja ela física, psicológica, moral, patrimonial, sexual ou culminando no feminicídio. O órgão destaca que toda violação de direitos humanos deve ser enfrentada com seriedade, exigindo não apenas denúncia e punição dos agressores, mas também acolhimento digno e humano às vítimas.
“É inadmissível que mulheres ainda vivam sob o medo e o silêncio”, afirma o documento. “É responsabilidade de toda a sociedade proteger, denunciar e cobrar justiça.”
O episódio ocorre às vésperas da 2ª Caminhada do Meio-Dia, que será realizada em Mandaguari nesta terça-feira (22). A mobilização integra o calendário oficial do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, estabelecido pela Lei nº 21.926/2024, de autoria da deputada Cristina Silvestri. A data homenageia a memória da advogada Tatiane Spitzner, assassinada em 2018 em Guarapuava, e representa também um grito por todas as mulheres vítimas de feminicídio no Paraná e no país.
O CMDM convida toda a população mandaguariense a participar da caminhada como forma de resistência, memória e construção de um futuro mais seguro e igualitário para todas. “É hora de unir vozes em defesa da vida e da dignidade das mulheres. A violência não pode ser invisibilizada. Que a dor se transforme em luta e a memória em mudança.”


