Paróquia Bom Pastor de Mandaguari comemora 58 anos de fundação

Fundada em 3 de março de 1968, por decreto de Dom Jaime Luiz Coelho (In memoriam), a paróquia Bom Pastor de Mandaguari está completando neste ano 58 anos de sua existência. Em quase seis décadas de missão paroquial, a igreja cresceu, evoluiu e se expandiu, tornando-se referência na Arquidiocese de Maringá, onde pertence.
Em 1968, o então Arcebispo Dom Jaime Luiz Coelho, o primeiro Arcebispo e Bispo de Maringá, fundou a paróquia e nomeou o Pe. Sidney Luiz Zanettini (In memoriam) como o primeiro vigário e pároco do Bom Pastor. Um ano depois, ele foi substituído pelo Pe. Antonio Natalino Braga (In memoriam), que permaneceu como pároco até o ano de 2002, completando 32 anos de serviço como pároco.
No começo a paróquia Bom Pastor contava com equipes de liturgia, canto, catequese, grupos de jovens, pastoral da saúde, vicentinos, grupos de reflexão e de famílias e possuía cinco capelas. A igreja ocupava um território que antes pertencia à Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Pe. Antonio marcou várias gerações de fiéis, muitos dos quais foram batizados e, anos depois, também tiveram seus casamentos celebrados por ele, ficando para a história de Mandaguari, sendo ele o pároco com mais antigo e com mais tempo de serviço na igreja. Muitos católicos cresceram assistindo as missas que eram celebradas por ele e, mesmo depois de se “aposentar” do cargo como pároco, ele não deixou a igreja de lado e continuou celebrando as missas e sempre assistia também, como um bom fiel e devoto à Deus. Infelizmente Pe. Antonio veio a falecer no dia 1° de abril de 2016, aos 91 anos de idade.
“Padre Natalino esteve em Mandaguari desde 1969, quando fora substituir Sidney Zanettini, que dom Jaime Luiz Coelho trouxe para construir a Catedral de Maringá, por causa de sua habilidade nesta área. Convivi nove anos e meio com ele. Se tornou figura folclórica da cidade por suas posturas e decisões. Capuchinho, deixou a congregação na década de 50 para atuar como padre secular por essas bandas, portanto, chegou aqui bem antes de dom Jaime”, comentou o Pe. Ivaldir Camaroti dos Reis na época de seu falecimento.
Logo após Pe. Antonio deixar o cargo, quem assumiu como pároco da igreja foi o Pe. Ivaldir Camaroti dos Reis, e ficou por 8 anos. Atualmente ele está na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Maringá. Ele foi muito importante para a paróquia pois, durante sua permanência, foi realizada uma grande reforma na igreja, que ainda seguia o modelo arquitetônico original de 1968. A fachada original da frente da igreja era fechada, com portas na lateral, após a reforma ela passou a ser aberta e com uma única e maior porta e uma enorme cruz foi colocada em sua frente. Por dentro a igreja também foi reformada e recebeu melhorias e a praça, em volta da igreja, foi totalmente mudada.
Na época não havia diáconos na paróquia e não era comum na cidade, somente os padres celebravam as missas, realizavam os batismos, casamentos e demais atividades da igreja. Por isso, em 2002, chegou Benoni Rosa de Miranda, o primeiro diácono da Paróquia Bom Pastor. Ele, que permanece na paróquia há 34 anos, sendo 23 anos só como diácono, acompanhou toda essa transição e época de mudanças na igreja e conviveu com Pe. Antonio e Pe. Ivaldir, além de todos os outros padres que vieram depois e todos os Bispos e Arcebispos de Maringá, se tornando um dos mais “antigos” à serviço da paróquia.
No começo a chegada do diácono foi difícil, pois as pessoas estranharam e não estavam acostumadas a ter, além do padre, outra pessoa celebrando na igreja. Porém essas dificuldades foram superadas e hoje Benoni é muito requisitado e querido pela comunidade. “Graças a Deus isso foi superado e tive sempre uma acolhida muito grande da comunidade, das pessoas me procurarem para conversar, para orientação espiritual e também para administrar os sacramentos. Eu sou muito feliz com o meu ministério, não sou merecedor dessa graça porque sou muito limitado e pecador, mas Deus me concedeu essa graça, esse dom de servir a igreja com o diácono permanente. Estou muito feliz e realizado e tenho plena consciência de que eu faço a vontade de Deus”, comentou ele.
Após a passagem do Pe. Ivaldir, chegou à paróquia o Pe. Zenildo Megiatto, que ficou no cargo por cerca de 5 anos. Durante todos esses anos a Igreja Católica passou por muitas mudanças e transições de papado, tendo três papas em menos de 15 anos, sendo eles Papa João Paulo II (Karol Wojtyła) de 1978 à 2005, Papa Bento XVI (Joseph Ratzinger) de 2005 à 2013 e Papa Francisco (Jorge Mario Bergoglio) de 2013 à 2025.
Entre 2014 e 2015 quem assumiu como pároco foi o Pe. Claudemir Ricardo da Silva, que ficou por pouco tempo e atualmente está na Paróquia Santa Teresa de Jesus em Marialva, sendo substituído pelo Pe. Sidney Fabril, que ficou por onze meses, e atualmente está na Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Nova Esperança.
Depois passaram como pároco da Paróquia Bom Pastor os padres Francisco Gecivam Vieira Garcia, que atualmente está na Paróquia São Sebastião em Mandaguaçu, Milton Antônio Bossoni, que atualmente está na Paróquia Divino Espírito Santo em Bom Sucesso, Dirceu Alves do Nascimento, que ficou por aqui por dois anos e atualmente está na Catedral Metropolitana Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá, Rinaldo de Peder Rosa, que ficou por aqui por quatro anos e atualmente está na Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Nova Esperança, Rafael da Silva Francisco, que atualmente está na Paróquia São Miguel Arcanjo de Maringá, Joseir Sversutti, que infelizmente faleceu em 2023 após um grave acidente de carro na PR-323 próximo a ponte do Rio Ivaí, Darcy Maximino de Oliveira, que continua em nossa paróquia, Obelino Silva de Almeida, que ficou por aqui por pouco mais de um ano e atualmente está na Paróquia São Mateus Apóstolo em Maringá, e João Paulo da Silva Piller, atual pároco da Paróquia Bom Pastor de Mandaguari, onde permanece há três anos. Além de outros padres que passaram pela paróquia, mas que não assumiram como párocos.
Atualmente permanecem na paróquia Bom Pastor o pároco João Paulo da Silva Piller, que foi ordenado em 2022, e os vigários Darcy Maximino de Oliveira, que foi ordenado em 1981, e Luiz Felipe Ricciardi, que foi ordenado em 2024.
“Esta é a minha primeira paróquia, aqui estou aprendendo a ser padre e está sendo muito bom, fui muito bem acolhido pela comunidade. Vivenciar o início do ministério é ao mesmo tempo um grande temor, por ser algo novo, e uma grande alegria pois o povo acolhe muito e sempre aprendo muito”, relatou o Pe. Luiz Felipe.
Para ele a Paróquia Bom Pastor representa sua casa: “Hoje a igreja é a minha casa, é onde Deus me colocou para sua missão e é onde reside o Bom Pastor e onde posso aprender muito com ele. Para mim é uma casa onde tem uma grande comunidade que Deus me deu e escolheu para mim, neste início de ministério. Sou muito grato por cada pessoa que passou por mim!”, finalizou ele.
O Pe. Darcy Maximino de Oliveira não foi entrevistado pois neste mês de março precisou passar por uma cirurgia, que foi bem sucedida, e está se recuperando bem na casa paroquial.

Durante todos esses anos e transições a igreja foi crescendo e se expandindo, aumentando exponencialmente o número de fieis, o que necessitou de outras melhorias e reparações na igreja, que teve sua última restauração nos anos 2000, além das capelas, secretarias e o centro catequético que também tinham suas necessidades.
Após a entrada do pároco João Paulo, em 2023, foi realizada outra grande reforma e mudança na igreja. Durante sua gestão, Pe. João realizou campanhas e ações para reformar a praça da igreja, pois o chão estava irregular e havia muitos buracos. Com a ajuda de toda a comunidade a praça foi totalmente reformada e atualizada e a cruz, que ficava na frente da igreja, foi trocada por uma imagem do Bom Pastor, padroeiro da paróquia. Além de outras reformas e melhorias em capelas e outras instituições da igreja.
“Eu cheguei como diácono na paróquia e fui bem acolhido, é uma comunidade de fé bem organizada e com muitos leigos e pessoas envolvidas no serviço paroquial. Depois da minha ordenação virei vigário e depois pároco daqui, sinto que fizemos bastante mudanças e melhorias com a graça de Deus e apoio de todas as coordenações, além de toda a comunidade que nos ajudou e doou para que todas as reformas fossem possíveis. É uma paróquia viva e uma cidade com pessoas de boa vontade e com um grande espírito comunitário”, relatou ele.
As reformas e mudanças não pararam por aí, logo após a reinauguração da praça a igreja foi pintada por dentro e por fora e todos os bancos antigos foram trocados por novos, além da troca de equipamentos de som, imagem e da troca dos ventiladores por uma climatização mais moderna e eficaz, trabalho esse que começou a troca na gestão do pároco Rinaldo de Peder Rosa.

“Ao longo desses anos sempre busquei junto aos meus conselhos de CPP para identificar as necessidades reais da paróquia e os recursos que tínhamos disponível. Só com o dízimo não iríamos conseguir fazer essas reformas, mas promovemos campanhas, festas da igreja e a ajuda de empresários, isso favoreceu muito a participação de cada fiel que acreditou nesse projeto”.
No dia 21 de dezembro de 2025 a Paróquia Bom Pastor deu um novo destino a três sinos históricos que permaneceram guardados por décadas. As peças, doadas por famílias pioneiras da comunidade e registradas em documentos, cartas e relatos orais, passaram por restauração e automação e foram instalados em um novo campanário. O projeto surgiu após o pároco Pe. João ouvir moradores e descendentes das famílias doadoras. Segundo ele, os sinos foram preservados ao longo dos anos, mas sem uso litúrgico. O maior deles pertencia originalmente à Igreja Matriz; os outros dois estavam guardados em capelas rurais, um na Capela Bom Jesus e outro na Capela São Sebastião, localizadas na Estrada Vitória do Alegre. Em ambos os casos, as peças ficaram armazenadas, um deles no porão da igreja, outros dois dentro de um armário antigo.

A mobilização para recuperar os sinos começou durante a campanha de reforma da Praça Bom Pastor, realizada em 2023. Parte dos recursos arrecadados foi reservada especificamente para viabilizar o projeto. As peças foram posteriormente enviadas para São Paulo, onde passam por automação e ajustes técnicos necessários para voltarem a operar. “É um resgate simbólico importante. As famílias que doaram essas peças esperavam que elas permanecessem em uso, e agora elas voltarão a cumprir sua função. O sino marca as horas, marca a vida, marca a presença de Deus entre nós. Agora, ele voltará a falar aos corações”, relatou o padre.
A igreja passou por uma reforma, foi trocado o forro e o teto, que está ali desde 1968, além da iluminação e outros reparos. A paróquia já foi reinaugurada e segue com suas celebrações normalmente, antes do Domingo de Ramos, dia 13 de abril, porque marca o início da Semana Santa e o fim da Quaresma, relembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Há também uma vontade do Pe. João de restaurar os vitrais da igreja, que também são originais, para preservá-los e deixar viva a história da paróquia, já que nestes vitrais há os nomes das famílias que ajudaram na construção da igreja em 1968.
Sobre o futuro da Paróquia Bom Pastor de Mandaguari o pároco respondeu: “O futuro a Deus pertence, cada tempo tem sua necessidade e suas demandas. Só tenho a agradecer a todo o caminho que percorri aqui, a Paróquia Bom Pastor foi e é minha primeira experiência sacerdotal e sou muito feliz e realizado aqui, só tenho a agradecer a cada pessoa que Deus colocou ao meu lado e que caminhou junto comigo, graças a eles meu serviço é fecundo e está dando muitos frutos. Meu lema é ‘Apascenta as minhas ovelhas’ (Jo 21,17)”, finalizou o pároco Pe. João Paulo da Silva Piller.
