Expansão urbana pode gerar quase 3 mil novas moradias em Mandaguari

Um levantamento técnico realizado pelo Portal Agora, em conjunto com a assessoria de imprensa da Prefeitura, aponta que os loteamentos, atualmente em tramitação no município, podem resultar na aprovação de cerca de 2.960 lotes residenciais, além de 205 lotes industriais, caso todos os projetos avancem dentro das diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor.

A estimativa foi elaborada com base nos tamanhos mínimos de lotes previstos na legislação urbanística municipal, o que significa que os números podem sofrer alterações ao longo da tramitação dos empreendimentos. Caso os proprietários optem por ampliar o tamanho dos lotes, a quantidade final de terrenos aprovados pode ser reduzida. Em cenários em que os lotes sejam duplicados em área, por exemplo, o número total de unidades pode cair proporcionalmente.

Mesmo considerando essas variáveis, o levantamento oferece um panorama relevante sobre o potencial de expansão urbana. Os 2.960 lotes residenciais representam a possibilidade de quase 3 mil novas casas no município, o que pode impactar diretamente o crescimento populacional, a demanda por infraestrutura urbana, serviços públicos, mobilidade, saúde, educação e políticas habitacionais.

Os loteamentos analisados encontram-se em diferentes fases de tramitação administrativa, conforme previsto no Plano Diretor, que estabelece quatro fases principais de aprovação e licenciamento. Parte dos empreendimentos já avançou para as etapas de licenciamento, nas quais passam a depender de autorizações de órgãos externos à administração municipal.

Nessas fases, os projetos precisam obter licenças junto a instituições como o Instituto Água e Terra (IAT), além de autorizações de viabilidade e instalação junto a concessionárias e órgãos reguladores, como Copel e Sanepar. Sem essas liberações, os empreendimentos não conseguem avançar para as próximas etapas do processo de aprovação.

De acordo com o levantamento, muitos loteamentos não estão parados na Prefeitura, mas aguardando a emissão dessas licenças por órgãos estaduais e federais. O tempo de análise pode ser prolongado, com processos que chegam a levar até um ano para a liberação das autorizações necessárias.

O estudo também aponta que o tempo médio para aprovação completa de um loteamento no município varia entre dois e três anos, considerando a tramitação em comissões técnicas, ajustes no traçado urbano, análises de impacto e obtenção de licenças ambientais e de infraestrutura. Durante esse período, os projetos podem sofrer alterações no desenho viário, na configuração dos lotes, na destinação de áreas institucionais, áreas verdes e espaços de preservação permanente.

Além da expansão residencial, o levantamento indica a possibilidade de 205 lotes industriais, o que sinaliza potencial ampliação do setor produtivo, atração de empresas e geração de empregos, caso os empreendimentos avancem dentro dos parâmetros legais.

A estimativa não representa aprovação automática dos projetos, mas um cenário potencial de crescimento urbano caso todos os loteamentos atualmente em análise sejam aprovados. Ainda assim, os números chamam atenção pela dimensão do impacto projetado: quase 3 mil novas casas podem ser construídas no município nos próximos anos, a depender da evolução dos processos administrativos, da liberação de licenças pelos órgãos competentes e das diretrizes urbanísticas aplicadas a cada empreendimento.