Unidade da PRF de Mandaguari registra 21 mortes em 2025 e reforça alerta para segurança nas rodovias

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou o balanço dos sinistros de trânsito registrados em 2025 nas rodovias federais sob responsabilidade da Unidade Operacional de Mandaguari, que atende o trecho entre Cambira e Bom Sucesso até Maringá, na BR-376 e vias adjacentes. Os dados revelam que, ao longo do ano, foram contabilizados 389 acidentes, com 429 pessoas feridas e 21 mortes.

Apesar de o Paraná ter registrado, de forma geral, uma redução de 2,3% no número de mortes nas BRs em comparação com 2024, o cenário local ainda exige atenção. Em todo o estado, 593 pessoas perderam a vida em 2025, o que representa um óbito a cada 14 horas. Desse total, 39% das vítimas eram motociclistas, pedestres ou ciclistas, considerados os usuários mais vulneráveis do trânsito.

Segundo o superintendente da PRF da região de Maringá, Pedro Faria, a maior parte dos sinistros graves atendidos pela Unidade de Mandaguari teve como principal causa falhas humanas, como excesso de velocidade, ausência ou reação tardia do condutor diante de situações de risco, uso do celular ao volante e consumo de álcool antes de dirigir.

O aumento da frota de veículos, especialmente de motocicletas, aliado ao comportamento imprudente, também contribui para a gravidade dos acidentes. “O celular é um grande vilão do trânsito. As pessoas estão afoitas, com pressa, utilizando o telefone celular enquanto dirige, inclusive os motociclistas estão utilizando o telefone celular enquanto estão na condução de suas motocicletas”, relatou ele.

A região atendida pela unidade está inserida em um dos corredores rodoviários mais movimentados do norte do Paraná, com intenso tráfego de veículos leves e pesados, o que demanda fiscalização constante. Além disso, a PRF aponta que problemas no pavimento e falhas de sinalização, registrados principalmente durante o período sem concessão rodoviária, também estiveram associados a alguns sinistros. A expectativa é que, com a retomada das concessionárias e a recuperação das rodovias, haja melhora nas condições de trafegabilidade e redução de acidentes. “Infelizmente, duas pessoas morreram naquele ponto em função de uma má sinalização, uma deficiência na sinalização. A tendência é que essas mortes tenham uma diminuição com a retomada dessas concessionárias”.

No contexto regional mais amplo, a Delegacia da PRF em Maringá, que engloba Mandaguari, Paranavaí e Campo Mourão, registrou em 2025 um total de 672 sinistros, 808 feridos e 58 mortes, evidenciando a dimensão do desafio enfrentado pela corporação.

Além do trabalho de fiscalização diária, a PRF desenvolve ações educativas e operações especiais, como a Operação Rodovida, que intensifica o policiamento em períodos de maior fluxo, incluindo Natal, Ano Novo, Carnaval e feriados prolongados. Dados da instituição indicam que os sinistros se concentram principalmente entre quinta e domingo, no fim da tarde e à noite, envolvendo com maior frequência jovens entre 18 e 30 anos e, em muitos casos, o consumo de bebida alcoólica.

A PRF reforça que a redução de acidentes e mortes nas rodovias que passam por Mandaguari depende, sobretudo, da mudança de comportamento dos condutores. Respeitar os limites de velocidade, evitar distrações, não dirigir sob efeito de álcool e adotar uma postura mais responsável no trânsito são medidas fundamentais para preservar vidas e reduzir os números registrados pela unidade. “A nossa missão é desenvolver campanhas educativas, nós temos que mudar o comportamento dos motoristas, principalmente de não fazer a utilização do telefone celular. Mais prudência, mais respeito inclusive à própria vida”, finalizou ele.