Novo sistema de cobrança do pedágio dificultará uso de rotas alternativas

Notas da Semana
Coluna do dia 16 de janeiro de 2026

Lei de Murphy
O que é ruim sempre pode piorar. Em vez de reativar a praça de pedágio de Mandaguari, a concessionária EPR, que assumirá o lote 4 do programa de concessões nas próximas semanas, vai instalar o sistema de cobrança free flow. Os pórticos onde serão instaladas as câmeras e os sensores que farão a cobrança da tarifa automaticamente já estão sendo montados.

Localização
Os novos equipamentos de cobrança ficarão próximos à entrada de Marialva, no sentido Maringá, e após o posto da Polícia Rodoviária Federal para quem vem no sentido Mandaguari.

Sem desvio
Isso inviabilizará totalmente o uso da estrada Terra Roxa como rota alternativa para os motoristas que vão sentido Maringá e, se houver alteração no retorno que existe entre a praça de pedágio e o posto da PRF — o que não é difícil de acontecer —, também impedirá que essa estrada seja usada como desvio por quem vem para Mandaguari.

Respaldo
Para fazer essa mudança na forma e no local de cobrança da tarifa, certamente a EPR está respaldada pelo contrato de concessão. Contrato esse que as autoridades locais e regionais deixaram que fosse feito à revelia.

Avisado foi
Desde 2021, quando terminou o contrato do governo com a Viapar, a coluna veio batendo nessa tecla: era preciso acompanhar de perto a elaboração do contrato para reivindicar isenção ou descontos específicos para os moradores de Mandaguari. Perdemos a conta de quantas vezes fizemos esse alerta, mas absolutamente nada foi feito a respeito.

Agora que o leilão da rodovia já aconteceu, não há mais nada a fazer a não ser lamentar o descaso e arcar com as consequências da omissão daqueles que deveriam ter, pelo menos, tentado conseguir algum benefício para a população local.

Tarifa cheia
E, antes que alguém venha dizer que haverá um preço diferenciado para os usuários que utilizarem o sistema de pagamento automático e descontos progressivos para quem usa a rodovia com frequência, é bom deixar claro que a concessão desses “benefícios” não é mérito de nenhuma autoridade local. Isso está previsto em contrato e será concedido a todos os motoristas que se enquadrarem nesses requisitos, independentemente de onde o veículo esteja emplacado. Os mandaguarienses que vão para Maringá ou Marialva esporadicamente pagarão tarifa cheia.

Energia
A Prefeitura de Mandaguari acaba de abrir um chamamento público para a qualificação de empresas especializadas na instalação de equipamentos para geração de energia solar em suas unidades consumidoras.

É lei
A medida atende a uma lei municipal de 2023, que prevê a obrigatoriedade de o município instalar gradualmente essa tecnologia em todos os prédios da administração municipal.

Economia e sustentabilidade
Além de gerar uma economia significativa aos cofres públicos, a medida também contribuirá para a preservação do meio ambiente.

Clima
E, falando em meio ambiente, se as previsões se confirmarem, na próxima semana teremos uma reviravolta no clima. De acordo com o Simepar, após três dias de chuva, a partir de terça-feira as temperaturas devem cair. Para quarta-feira, a mínima prevista para Mandaguari é de 15 °C.

Saiu
A prefeita Ivonéia revogou a Portaria nº 123/2016, que cedia a servidora Mariza Lessa para atuar na Delegacia da Polícia Civil. Após quase dez anos trabalhando no local, ela deverá retornar para a Prefeitura ou para algum órgão da administração municipal.

Candidato
Recentemente, um veículo de comunicação da cidade noticiou que o vereador Rivelino (União Brasil) teria dito, em um grupo de WhatsApp, que é pré-candidato a deputado estadual.

Militares
Segundo comentários, a base eleitoral da candidatura seria formada principalmente por membros da Polícia Militar. Atualmente, a categoria tem três representantes na Assembleia Legislativa: Soldado Adriano, Samuel Dantas e Do Carmo, que se licenciou do cargo para comandar uma secretaria estadual.

Denúncia
O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar denúncias de supostos desvios de recursos da Sanepar e da prática de “rachadinha” para cobrir gastos de campanha do governador Ratinho Júnior.

Muito ou nada
Pode ser que tudo isso termine em pizza, mas também pode ser que não. Há quem diga que onde há fumaça há fogo, mas também há quem afirme que tudo isso não passa de um plano maquiavélico da oposição para manchar a imagem do governador, que nos próximos meses deve renunciar ao cargo a fim de disputar a eleição para senador ou presidente da República.

Semelhança
O caso de Ratinho Júnior lembra o do ex-governador Beto Richa, que em 2018 era um dos favoritos na corrida para o Senado, mas, por conta de denúncias de corrupção, acabou sendo preso a menos de um mês da eleição e amargou uma das maiores derrotas de sua carreira política.

Edição concluída às 16h30 do dia 16/01/2026.