Notas da Semana

NOTAS DA SEMANA
Coluna do dia 27 de março de 2026

Concurso
Recentemente, esta coluna trouxe alguns comentários sobre o excesso de Processos Seletivos Simplificados (PSS) na Prefeitura de Mandaguari e a necessidade de se realizar um concurso público para preencher as vagas que estão em aberto com servidores efetivos, e não temporários, como vem sendo feito.

Demissões
Somente esta semana, cerca de 10 profissionais contratados por PSS pediram demissão antes do término dos contratos e, certamente, farão falta para os setores onde atuavam. Geralmente, isso ocorre porque, como sabem que ficarão na Prefeitura por pouco tempo, quando encontram uma oportunidade no setor privado, eles não pensam duas vezes para trocar de emprego.

Prejuízos
Isso acaba gerando uma alta rotatividade de pessoal e acarretando prejuízos ao município. Além do tempo gasto para treinar a pessoa na função, deve ser levado em conta os custos de contratação e recontratação, além da interrupção dos serviços e as respectivas consequências que isso traz para a população.

Planejamento?
O mais engraçado é que isso está acontecendo em uma gestão que diz ser um exemplo de planejamento administrativo.

Saiu
Quem também pediu exoneração esta semana foi a coordenadora da Secretaria de Cultura, Maria Aldenora de Barros Freitas. Ela estava no cargo desde 2021 e, até o momento, não foi nomeado um substituto ou substituta para a função.

Voltou
Também esta semana, quem voltou a fazer parte do quadro de servidores municipais foi Lucidalva Sehnem de Souza, que durante muito tempo comandou o setor de Licitações da Prefeitura. Servidora de carreira, ela se aposentou há alguns anos e agora retorna ocupando o cargo comissionado de coordenadora da Divisão de Contratos da Secretaria de Saúde.

Bomba
Nos últimos dias, o assunto mais comentado em Mandaguari foi a denúncia de assédio contra o então presidente do Sicredi Agroempresarial, Agnaldo Esteves. Ele comandava a instituição há cerca de 20 anos, foi afastado após uma funcionária formalizar a denúncia em uma delegacia de Maringá, e, dias depois, renunciou ao cargo após o fato ser noticiado pela imprensa.

Apuração
De acordo com o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho, a investigação está em andamento e o Ministério Público também acompanha o caso. Segundo o delegado, em aproximadamente 20 dias o inquérito deve ser concluído. O acusado será o último a ser ouvido pela polícia. Tanto ele quanto a vítima já têm advogados constituídos.

Posicionamento
Em nota divulgada no começo da semana, o Sicredi afirmou que a instituição não tolera qualquer forma de violência, discriminação ou abuso e que atua de maneira firme, por meio de investigação independente conduzida por empresa terceira, para assegurar um ambiente seguro para todas as pessoas.

Complexo
Como o caso corre em segredo de Justiça, não é possível saber detalhes sobre o fato e seus desdobramentos. Porém, comentários que circulam dão conta de que o problema pode ser ainda maior e mais complexo do que parece. O que se espera é que sejam feitas investigações sérias, tanto no âmbito policial quanto no corporativo e, ficando comprovado, haja punição exemplar.

Coragem
Também há de reconhecer, neste momento, a coragem da vítima para denunciar o ocorrido. Estamos falando de uma pessoa e uma instituição influentes e com poder econômico. Não é fácil para uma “pessoa comum” entrar em uma briga como essa.

Consequências
Mas, aconteça o que acontecer, esse caso já causou grandes estragos. Principalmente para a vítima, mas também para a imagem da instituição e para a família do acusado, que não tem culpa do que aconteceu, mas que também está sofrendo as consequências deste ato.

Alerta
Para finalizar, esta situação serve de alerta à outras empresas. Por mais que a política organizacional condene o assédio, isso não pode ficar só no papel ou no discurso. É preciso que haja um trabalho constante de conscientização, canais de denúncia nos quais possíveis vítimas se sintam seguras para denunciar. Atitudes para coibir e punir quem comete assédio, seja ele moral, sexual, político ou religioso, também são fundamentais.

Edição concluída às 14 horas do dia 27/03/2026.