Professor preso suspeito de crimes sexuais continuava dando aula em Sarandi, mesmo após afastamento em Maringá e Paiçandu
Um professor, de 47 anos, de um colégio estadual de Maringá, que foi preso preventivamente por meio de um mandado judicial expedido nesta terça-feira (25) pela Polícia Cívil de Maringá, investigado por crimes sexuais contra alunas menores de idade já teria sofrido outras acusações de cunho sexual em outras cidades.
O professor teria sido contratado por processo seletivo simplificado (PSS) e em maio do ano passado ele teria sido afastado de uma escola em Paiçandu pelo mesmo motivo.
“Em maio de 2022 já foi registrado um boletim de ocorrência em Paiçandu referente a um crime que apura estupro de vulnerável praticado contra uma adolescente de 12 anos também na escola, daí ele veio para Maringá”, explica a delegada do Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente de Maringá (Nucria), Karen Friedrich Nascimento.
Conforme a polícia, as investigações referentes ao caso da escola em Maringá apuram os abusos contra 9 alunas, com idades entre 12 e 14 anos. As denúncias foram registradas em outubro do ano passado e um inquérito foi aberto pelo Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente de Maringá (Nucria).
O professor havia sido afastado do trabalho em Maringá desde então, mas disse à polícia que seguia dando aulas em Sarandi.
O Núcleo Regional de Educação ainda não se pronunciou sobre os motivos de ele ter continuado dando aulas em Maringá até outubro de 2022, mesmo após o afastamento da escola em Paiçandu em maio do mesmo ano, nem porque continuou lecionando em Sarandi mesmo após o afastamento nas escola das duas cidades.
Em nota, a Polícia informou que um mandado de busca e apreensão também foi cumprido na casa do suspeito.