Prefeitos da região participaram do encontro e cobraram revisão no modelo de cobrança das concessionárias

Audiência na Alep debate implantação de pórticos eletrônicos de pedágio no Paraná

A proposta de implantação de pórticos eletrônicos de pedágio em rodovias federais e estaduais do Paraná, em substituição às praças físicas tradicionais, foi debatida na noite desta segunda-feira (2/3), no auditório da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

A audiência pública reuniu deputados estaduais, representantes das concessionárias e integrantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelos contratos de concessão. O novo modelo prevê cobrança automática por meio de pórticos instalados ao longo das rodovias.

Prefeitos e vice-prefeitos da região estiveram presentes, entre eles a prefeita de Mandaguari, Ivonéia, e o vice-prefeito Ney Hising.

Durante a audiência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Ney Hising criticou o modelo de cobrança e afirmou que ele tem penalizado trabalhadores, famílias e pequenos empreendedores que dependem das rodovias para deslocamentos diários.

“Não é razoável que um cidadão que precise se deslocar todos os dias para trabalhar em uma cidade vizinha tenha que pagar o valor integral do pedágio. Isso pesa no orçamento e gera injustiça”, declarou.

O vice-prefeito também destacou que o contrato de concessão não é de responsabilidade do Governo do Estado do Paraná nem dos municípios, mas sim da ANTT, por se tratar de rodovias federais concedidas à iniciativa privada. Segundo ele, essa distinção é importante para que a população compreenda a quem cabe a revisão das regras contratuais.

Ney defendeu maior sensibilidade por parte das concessionárias e reforçou que há alinhamento com deputados estaduais que estudam medidas, inclusive na esfera judicial, para questionar o modelo vigente.

Ele ainda comentou reunião com o diretor-presidente da EPR, Marcos Moreira. De acordo com o vice-prefeito, o diálogo ocorreu de forma respeitosa, mas sem avanços práticos. “Houve cordialidade no atendimento, mas precisamos de atitudes concretas. A conversa é importante, porém o que resolve é a mudança efetiva no modelo que hoje prejudica a população”, afirmou.

O debate sobre a implantação dos pórticos eletrônicos segue em discussão no Legislativo estadual e deve continuar mobilizando representantes políticos e a sociedade civil nos próximos meses.