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"Discriminação"

Leia a Opinião de Júlio César Raspinha, publicada na edição 249 do Jornal Agora
por Júlio César Raspinha, para o Jornal Agora em 14/04/2018

Não entro no mérito dos métodos, de ideologia e de acordos ao longo da carreira, mas é inegável que Ricardo Barros é um dos melhores políticos de sua geração, grande articulador, e ousado como poucos.

Ainda era menino quando assisti pela televisão sua primeira vitória eleitoral, para prefeito de Maringá, em 1988, largando com 1% dos votos e virando uma disputa até então polarizada, e com um único turno à época.

Encerrado o mandato, se preparou e virou deputado federal em 1994. Sofreu derrotas no período, com Cida em 96 e Silvio em 2000, ambos em eleição municipal. O próprio Barros almejou o Senado em 2010, e apesar dos 2 milhões de votos, ficou em quarto e sem mandato.

Uma de suas mais duras derrotas foi em uma seara hostil, a Federação das Indústrias do Estado, onde tentou ser presidente. Nunca esmoreceu e galgou no partido degrau por degrau. Não se tornou ministro por acaso.

No Estado, rompeu uma barreira quase intransponível, a discriminação da Capital contra o interior. Entrou no clube dos grandes líderes ao emplacar Cida Borghetti como vice-governadora, já de olho no que observamos agora.

Ricardo Barros não tem medo de falar o que pensa, de blefar, e até de ameaçar. Muitos o odeiam, mas todos o respeitam. Acessível, não esconde o número do telefone e atende a tudo e a todos, e prova com esse gesto porque chegou onde chegou.

Engana-se quem pensa que ele está satisfeito. Com sua esposa sentada na principal cadeira de uma das maiores economias do país, Ricardo trabalha um arco de alianças que vai lhe dar visibilidade na disputa. Com a máquina na mão e seis meses pela frente, não se surpreenda se ela se tornar competitiva. Ricardo é um gênio!

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