TESTE HORIZONTAL

"Paraná..."

Leia a Opinião de Júlio César Raspinha, publicada na edição 241 do Jornal Agora
por Júlio César Raspinha, para o Jornal Agora em 02/12/2018

Há uma enorme indefinição sobre a política nacional. Desde 1989 o país não vivia um período pré-eleitoral com tamanha indefinição. Nas disputas seguintes sempre havia uma tendência, confirmada na quase totalidade. Em 2018, tudo é possível.

Aqui no Estado o cenário nunca foi tão cristalino, as disputas sempre foram mais acirradas, mesmo porque o quadro nacional exerce influência no xadrez local. Porém, neste ano há também uma perspectiva de muita indefinição.

Em Curitiba dias atrás, testemunhei in loco aquilo que o noticiário apresenta. A começar pelo governador Beto Richa (PSDB), ator principal da política estadual, que há dois meses do prazo final, ainda não decidiu se sairá do comando do Estado para tentar uma vaga ao Senado, ou se terminará seu período de 8 anos em dezembro.

No tabuleiro se apresentam também nomes de peso, mas que trazem desgaste consigo, e se não podem ser descartados, acabam não empolgando o eleitor espalhado pelos 399 municípios dessa unidade da federação.

Cida Borghetti (PP), vice-governadora, conta a saída de Richa antes do prazo para assumir e impulsionar uma eventual candidatura a reeleição. É sua única alternativa, já que não ultrapassa os 5% nas pesquisas atualmente.

Ratinho Júnior (PSD) é o nome da preferência dos governistas. Lidera as pesquisas com pequena margem, muito também pelo nome famoso. A dúvida é sua resistência a uma campanha que historicamente é sangrenta.

Osmar Dias (PDT) ficou no quase em duas oportunidades e conta com o irmão Álvaro Dias (Podemos) como principal cabo eleitoral. Se ajuda, também pode atrapalhar, isso porque estar atrelado ao irmão lhe limita a articulação de apoios e de um palanque mais robusto, com mais estrutura.

Por fim, Roberto Requião (PMDB). Governador três vezes e senador de dois mandatos, ou seja, 16 anos, se empenhou em defender Dilma e Lula, e com isso assimilou desgaste. Conta com poucos apoios em função de seu estilo, mas nunca pode ser descartado. É bom de televisão e melhor ainda de debates.

Não há hoje um franco favorito. E ninguém pode ser descartado nesse jogo. Antes de a campanha ir para as ruas, um jogo está em andamento nos bastidores da política local. Para quem gosta, está emocionante.

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