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Nomeadas diretoras de estabelecimentos da rede municipal de ensino de Mandaguari

Lista de professoras que assumem foi definida por indicação do Executivo; novo sistema gerou polêmica e críticas na Câmara
por Roberto Junior, para o Jornal Agora em 12/06/2017

Foi publicada na quarta-feira (29/11) a nomeação das novas diretoras dos 15 estabelecimentos que fazem parte da rede municipal de ensino de Mandaguari. Diferentemente do que ocorreu em anos anteriores, não é apenas a votação que influencia no resultado final do pleito em cada escola ou creche. “Seguindo o Plano Nacional de Educação [PNE], que previa a reformulação da Lei de Gestão, foi feita a Lei nº 2.836/2016, aprovada pela Câmara Municipal, que solicita a indicação de três nomes em cada estabelecimento para votação, porém é o Executivo quem define como fica a composição final”, explica a secretária municipal de Educação, Adenise Batista Rodrigues ao Jornal Agora.

Pela lei aprovada no fim de 2016, quem ganha a eleição em cada estabelecimento não é necessariamente quem vai assumir o cargo de diretor, já que a palavra final depende do Executivo. “É importante ressaltar que ao longo do ano fizemos um curso de gestão para todos que quisessem participar e tínhamos 120 profissionais da educação participando da formação, com certificação e tudo. Todos os gestores estavam aptos a dirigir uma escola. Enfim, depois de recebidos os nomes, foi feita uma comissão que escolheu quem deveria gerir cada escola. Tenho certeza de que foram boas escolhas, e tudo amparado pela lei”, afirma Adenise.

 

Críticas

O novo sistema de escolha de diretores gerou críticas por parte dos vereadores Clarice Pereira (PP) e Hudson Guimarães (PPS) na sessão de segunda-feira (27/11) da Câmara Municipal. Guimarães, aliás, usou a tribuna do Legislativo para afirmar que é contra essa definição. “Em Mandaguari, é possível que o diretor eleito não seja aquele que vai exercer o cargo por conta dessa nova lei. Alguns diretores não podem assumir, porque o prefeito é quem escolhe. Você, imagine, se todos nós que ocupamos cargos eletivos fôssemos submetidos ao mesmo processo? Aquele que foi eleito diretor não assume a direção e, às vezes, nem é a pessoa que trabalha na escola, pois vem um indicado de outra escola para assumir. Já pensou se acontece isso com vereadores, prefeito e afins? Se a população escolhe seus representantes, mas uma lista tem de ser aprovada?”, questionou.

“É gostoso fazer isso com os outros, porque aqui [na Câmara] ninguém aceita isso. Foi uma conquista muito grande quando os diretores começaram a ser eleitos por voto direto. Já ouvi que aqueles que não são companheiros precisam ser tirados. Mas o que é ser companheiro? Dizer ‘amém’ para tudo, não emitir opinião contrária ao gestor? É esse tipo de educação que queremos fazer em Mandaguari? Querendo colocar quem pode ser manipulado? Enquanto vereador, não é isso que eu quero para a cidade. Não quero ensinar isso às próximas gerações, pois não foi esse o processo que participei para ser eleito legislador e não aceito em outras instâncias”, acrescentou Guimarães.

“Algumas mudanças enxergo como positivas, não estou generalizando. Tenho amigos profissionais que vão assumir a direção no próximo ano e são competentíssimos e também estão saindo diretores competentíssimos, inclusive que elevaram o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] de suas escolas. Se quando a gente faz com que a escola seja a primeira no município não é ser companheiro, não sei o que é ser e nem o que estou fazendo na educação”, concluiu o vereador.

Conforme apurado pela reportagem do Jornal Agora, houve dois casos de diretoras que foram eleitas, mas não foram nomeadas. Uma delas é a professora Silvia Pelloso, que era responsável pela Escola Municipal Yolanda Cercal. A outra trata-se de Márcia Mourão, que estava à frente da Escola Angelina Teixeira Pinheiro, no Jardim Boa Vista.

Batistão

Procurado pela reportagem, o prefeito Romualdo Batista (PDT) alegou que era necessário oxigenar a educação do município e que as mudanças estão amparadas pela lei. Disse ainda que a decisão sobre quem iria assumir qual estabelecimento foi tomada com base em estudos feitos pelo município junto com a Secretaria de Educação.

Quadro de professoras que assumem a direção de escolas e creches a partir de janeiro de 2018:

Escolas Municipais

Escola Yolanda Cercal da Silva – Terezinha Conciani Bigão

Escola Walter Antunes Pereira – Lucilete Orsi

Escola Dr. Ary da Cunha Pereira – Vilma Aparecida Pavani

Escola Bom Pastor – Carmen Lúcia Rafael

Escola Professora Angelina Teixeira Pinheiro – Leandra Aparecida Manoel Mazetti dos Santos

Escola Francisco Romagnole Júnior – Andréa Moreira Batista Pavani

 

CMEIs

CMEI Mickey – Cibele Botelho de Araújo

CMEI Tio Patinhas – Luciléia Maria de Souza

CMEI Dra. Renata Yara Táccola Hernandes – Silvana Roveron

CMEI Orlando Rodrigues Gomes – Gisele Vignoli Arnal Cancini

CMEI Recanto Feliz – Márcia Cristina Neiro do Egipto

CMEI Casa da Amizade – Rosana Antônia de Freitas Sepúlveda

CMEI Terezinha Zanoni – Selma de Fátima Ferreira Batista Bertolini

CMEI João Batista Frujuelli – Ana Paula Frigeri Barboza

CMEI André Malacário – Letícia Campos Gonçalves Baier

*Matéria publicada na 236ª edição do Jornal Agora

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