TESTE HORIZONTAL

Município busca alternativa para não perder 152 casas

Ministério das Cidades vai posicionar se aceita sugestão apresentada pelo prefeito de Mandaguari, Romualdo Batista (PDT)
por Júlio César Raspinha, para o Jornal Agora em 14/11/2017

Um terreno na Estrada Carijó foi a alternativa apresentada pela Prefeitura de Mandaguari para não perder 152 casas populares obtidas junto ao Governo Federal para moradias voltadas à população de baixa renda.

O motivo é a não aceitação, por parte do Ministério Público, de um imóvel localizado na Estrada Cambota, que está no projeto original autorizado pelo Ministério das Cidades. A construtora, que ganhou a licitação para a realização do empreendimento, comprou o terreno de uma empresa ligada ao vice-prefeito Ari Stroher (PMDB), o que poderia gerar um conflito legal.

“Tomamos o cuidado de não deixar qualquer margem para questionamento e, por isso, vamos buscar uma alternativa”, explicou o prefeito Romualdo Batista (PDT). Em reunião com representantes da administração municipal, o promotor de Justiça, Vilmar Fonseca, disse que se a construtora iniciasse a obra, estaria passível de uma ação, assim como os gestores públicos.

Com a obra autorizada, prefeito e vice estiveram em Brasília durante esta semana para tentar, junto ao ministério, trocar o local das casas, da Estrada Cambota para a Carijó, próximo aos Cinco Conjuntos. A área sugerida possui dois alqueires, no caso é até maior que a anterior.

“Estamos esperançosos que o ministério aceite nossa sugestão, não prejudicando as famílias que aguardam moradia”, disse Stroher. O caso será analisado pelo órgão federal, e uma resposta deve chegar nas próximas semanas.

 

Vulnerabilidade

As 152 casas são destinadas a moradores classificados como de vulnerabilidade, ou seja, famílias de baixa renda, onde, por exemplo, não são analisadas eventuais restrições financeiras, mas principalmente, a necessidade de moradia.

Caso a obra seja autorizada, a Secretaria de Assistência Social deve iniciar a seleção das famílias que serão contempladas. “Nossa luta será para não perder as casas, primeiro, e depois contemplar quem mais precisa”, disse Batistão à reportagem.

O prefeito anunciou também que em breve serão retomadas as chamadas casas sub50, cuja obra está parada. A responsabilidade é da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná), que passa por dificuldades financeiras, e não conseguiu honrar os compromissos assumidos. “Recebemos a sinalização que nos próximos dias elas recomeçam”, garantiu.

 

Sobrados

Outra sinalização dada por Batistão é a possibilidade da construção de 240 apartamentos em imóvel do município localizado na Avenida Padre Max Kauffmann. Seriam quatro prédios, com 60 moradias em cada um.

O financiamento seria pela Caixa Econômica Federal, a prestações de R$ 500,00 por mês para cada morador. “Nesse caso, o beneficiário não pode ter qualquer restrição”. O prefeito espera que no início do ano possa anunciar oficialmente o empreendimento.

 

* Matéria publicada na 233ª edição do Jornal Agora

Últimas Notícias

TESTE VERTICAL
www.portalagora.com Fone: (44) 3133-4000 Rua Renê Táccola, 190 - Centro - Mandaguari - PR